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[Lista Webmasters] Futuro dos websites de conteúdo
- Date: Tue, 30 Jun 1998 17:56:12 -0300
- From: Bruno <bruno@xxxxxxxxxxxxxxx>
- Subject: [Lista Webmasters] Futuro dos websites de conteúdo
Caros(as) amigos(as), desculpem se este assunto não é apropriado para esta
lista. Caso seja considerado um tema apropriado, podem trocar as ideias
abertamente, caso contrario mandem em PVT. Continue lendo GARANTO QUE SERÁ
INTERESSANTE.
Estou elaborando uma matéria que será publicada em uma revista
especializada no assunto no Brasil, e gostaria de contar a com a ajuda de
voces, internautas, que de uma certa forma, tem alguma opinião para dar ou
se expressar, sugestões, e que já devem ter passado por isto, ou fazem
perguntas a si mesmo.
Tema: Futuro de websites de conteúdo.
Para terem uma idéia disponibilizo abaixo trechos que trazem diretamente
questões sobre este tema. Sugestão: Voces podem comentar as suas opiniões
sobre cada trecho.
"Qual o modelo de negócios mais adequado para a publicação de conteúdos
editoriais na Internet: anúncios ou assinaturas?"
"Vejamos o recente exemplo da revista Slate. Antes de cobrar pelo acesso ao
seu conteúdo, a revista contava com 170 mil leitores assíduos e
registrados. Depois da exigência de pagamento para leitura, com assinatura
a US$ 20 anuais, aquele número baixou para 20 mil. Como explicar para os
antigos anunciantes esta queda? Como manter o padrão de preços cobrados?"
"Slate é um site produzido pela Microsoft e tem como target o público
formador de opinião norte-americano abordando de forma original assuntos
como política e artes. A revista declara ter recebido a visita de 270 mil
usuários em janeiro. A notícia de que passará a cobrar por seu conteúdo
aponta para um paradigma inerente ao modelo de negócios de publicações da
Web."
"Acontece que os anunciantes, quando assinaram seus contratos de patrocínio
com estes tipos de sites e revistas, esperavam a entrega de dez vezes mais
do que aquilo que os sites estarao entregando realmente. Como resolver esta
situação?"
"Investimentos em publicidade on-line no Brasil deverão chegar a US$ 200
milhões no ano 2000"
"Uma minoria dos sites de jornais na Web permite que os consumidores
realizem buscas e obtenham acesso aos seus artigos antigos de graça. Outro
grupo -que inclui o "USA Today" e todos os jornais da cadeia Knight-Ridder-
cobra US$ 1 por artigo. E alguns jornais acreditam que seu conteúdo
arquivado vale um preço especial. O "Boston Globe", "New York Times" e
"Wall Street Journal" cobram US$ 2,95 por artigo. Estes preços estão sendo
aceitos? Voce concorda com este tipo de modalidade? Absurdo? Como seria?"
"Gordon, do "Miami Herald", diz: "Acredito que os usuários empresariais
pagariam substancialmente mais que US$ 1 -talvez at US$ 2,50. Quando
precisam de um artigo para fins de negócio, estão dispostos a pagar caro.
Voce concorda com ele?"
"Desde outubro o Universo Online vem tornando o acesso exclusivo para
assinantes as suas páginas. A empresa pretende, aos poucos, continuar
restringindo áreas do site. Essas medidas em nada alteram a situação dos
que já são assinantes, entretanto os que não são podem optar em pagar a
assinatura de conteúdo sem limitação de tempo de acesso, por uma taxa fixa
de R$ 22 por mês. O que voce tem a dizer sobre isso? Está correto? Não
seria incorreto a empresa fechar areas de revistas e jornais mesmo de
pessoas que são assinantes da publicação impressa e não do provedor em si?
"Outro mito quebrado, foi o o que rezava que, para seus usuários, a
Internet tem de permanecer gratuita - 58% pagariam por serviços na rede.
'Não me importo em pagar se for mais barato que o covencional'. Voce
concorda? Voce está disposto para pagar para usar servicos na rede? Porque?"
"Voce acha que muitas companhias jornalísticas estão estabelecendo preços
altos demais para seus serviços de arquivo na Web?. Voce não acha que os
serviços individuais de arquivos em sites de jornais na Web deveriam visar
o mercado de consumidores individuais?"
"De janeiro 96 até este ano o numero de usuarios brasileiros da Internet
aumentaram 686%. Somos mais de um milhão e 300 mil. 13º país do mundo em
acessos e o terceiro em transações na rede atras dos EUA e Japão. Com estes
dados voce acha que o que está sendo feito no exterior, (sites de conteúdo
cobrarem para o seu uso além do que pagamos ao provedor) irá fazer sucesso
e dar certo no Brasil? Mesmo em um país com tantos analfabetos e famintos,
o 'país das contradições' e que a metade de nossa população não domina a
propria lingua?
No "Philadelphia Online", site do "Philadelphia Inquirer" (membro da cadeia
Knight-Ridder) e do "Philadelphia Daily News" na Web, o gerente geral Fred
Mann diz ter abandonado uma assinatura fixa de US$ 6,95 ao mês por acesso
ao serviço de arquivos porque "estou convencido de que aquele preço era
baixo demais. Acredito que escritórios de advocacia e outras companhias ao
redor do país estejam solicitando centenas de artigos (dos dois jornais) ao
mês por virtualmente nada". Agora, o "Philadelphia Online" cobra US$ 1 por
arquivo solicitado, mas seu serviço oferece acesso aos arquivos de todos os
outros jornais da cadeia Knight-Ridder. "Um dólar por artigo não me parece
caro quando estamos oferecendo ao usuário mais de 10 milhões de artigos de
mais de duas dúzias de jornais. Voce concorda com ele?"
Bom, são estes os enquetes que serão abordados na matéria. Posso contar com
voces?
obs.: mandem até quinta ok.
Abraços,
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Bruno
bruno@barretos.com.br
ICQ UIN = 3704012
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-